mulheres e as doenças gengivais 

 

As alterações nos hormônios sexuais estão ligadas mais frequentemente às mulheres do que aos homens. Alterações na presença e concentração de estrógeno e progesterona acompanham a mulher ao longo de sua vida. Esses hormônios parecem exercer efeitos mais marcantes e potencialmente prejudiciais sobre o metabolismo tecidual. Além disso, as mulheres passam por situações fisiológicas como a menstruação, gravidez, uso de anticoncepcionais hormonais e menopausa que são únicas do sexo feminino (Carranza, 1990).As flutuações hormonais podem interferir no sistema reprodutivo e exercer influência em outros sistemas, como a boca. A diferença entre as causas, prevenção, tratamento das doenças gengivais em mulheres tem sido objetivo de muitas investigações.

Gravidez
Durante a gravidez, a mulher é exposta a alterações hormonais significativas, uma vez que a placenta produz altas quantidades de estrógeno e progesterona que por sua vez, afetam o tecido gengival. Na gravidez, geralmente, há o surgimento ou aumento da gravidade da gengivite. Mulheres sem gengivite prévia podem apresentar vermelhidão e sangramento gengival durante a gravidez, ainda que mantenham os mesmos padrões de higiene bucal. Por outro lado, mulheres que já apresentavam  gengivite antes da gravidez, perceberam um aumento no sangramento e mau hálito durante a gestação (Opperman, 2004).

Menopausa
Na pós-menopausa, por exemplo, há a cessação definitiva da função endócrina  do ovário, pela diminuição da produção hormonal. Este fator associado a idade,aumenta o risco de desenvolvimento de doenças orais.Outro fator a ser considerado é o relato pela maioria das pacientes na pós-menopausa, de algum desconforto, como a sensação de queimação bucal, xerostomia ou mau gosto, além de lesões gengivais descamativas (Mariotti, 1994). Alguns autores realatam haver a redução da densidade do osso alveolar, principalemente devido ao aparecimento da osteoporose (Kuroda, 2003). A osteoporose pode estar associada à doença periodontal (Gondim et al., 2012) e levar à perda de vários elementos dentais (Inagaki, 2001) .

COMO SEI QUE TENHO GENGIVITE?
A gengivite ou inflamação da gengiva é o estágio inicial da doença da gengiva. Geralmente, o paciente não sente dor. Gengivas vermelhas, inchadas e seníveis. Gengivas sangram na escovação. Retração gengival. Mau hálito Mobilidade dos dentes. Gosto ruim na boca. Se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO DA DOENÇA GENGIVAL COM O LASER?
O laser atua como anti-inflamatório local e cicatrizante antes e após a raspagem. Reduz a sensibillidade durante o tratamento. Por meio da Terapia Fotodinâmica (PDT), o laser e um corante fotosensível atuam com efeito bactericida (Prates, 2004).Portanto, substitui o uso do antibiótico com ação local.

QUAL A VANTAGEM DO LASER?
O tratamento é rápido (sessões de 10 a 30 minutos), indolor, seguro (requer apenas o uso do óculos de proteção) e não apresenta efeitos colaterais quando utilizado corretamente. O número de sessões é variável conforme a lesão a ser tratada e o estado geral do paciente. É importante salientar ao leitor que o tratamento deve ser realizado por um profissional capacitado em Laser.

Profa. Dra. Daiane Thais Meneguzzo
  / Profa. Dra. Cássia Fukuda Nakashima

www.allaser.com.br

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