ENDODONTIA (Tratamento de Canal)

 

Tratamento endodôntico é a remoção de um tecido dental que se encontra na parte mais interna do dente, tanto na coroa dental como na raiz. Este tecido é chamado de polpa dental e pode estar 'vivo', sadio ou não, ou pode estar 'morto' (necrosado).

O tratamento endodôntico deve ser feito:

1) como resultado de um episódio doloroso ou traumático que exige tratamento de emergência;

2) quando, durante um check-up periódico, através de exames radiográficos, é descoberto uma lesão periapical (no final da raiz); ou 3) quando ele faz parte do planejamento de uma Prótese Dentária ou Reabilitação Oral.

Os sintomas mais característicos para se indicar o tratamento endodôntico são:

dor espontânea - isto é, o dente começa a doer sem estímulo - de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor. Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve.

Já quando há morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de 'dente crescido' e dor ao mastigar.
Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o dente 'pesa'.

O tempo do tratamento varia de acordo com o dente, que pode apresentar de um a quatro canais a serem tratados; e depende também da condição pulpar (polpa viva ou não). Além desses fatores, também deve ser levado em consideração as particularidades de cada paciente, que envolvem anatomias dentais irregulares, como canais muito curvos e/ou atresiados, canais calcificados, abertura bucal, contaminação dental (se o dente estava aberto ou não) e condição geral de saúde do paciente.

Analisando esses fatores, o profissional poderá ou não realizar o tratamento endodôntico em uma única sessão.

Após o tratamento endodôntico o dente não dói, mas pode acontecer do paciente ficar com o dente dolorido durante as primeiras 72 horas devido a prolongada manipulação dental. Esta sensibilidade pode ser eliminada através da medicação indicada pelo profissional.

O tratamento endodôntico não enfraquece o dente, o que enfraquece o dente é a perda de estrutura dental causada pela cárie que gerou a necessidade de se tratar o canal.

O dente deverá receber rapidamente uma restauração definitiva, sob risco de fratura ou recontaminação do canal, seja ela restauração protética ou não. Na maioria dos casos a necessidade de uma restauração protética (Incrustação) se faz presente para que seja protegido o remanescente dentário.


 

Lesões periapicais

Os problemas pulpares podem levar a lesões periapicais que em geral são de diferentes tipos, têm características distintas, e estão associadas a uma ou mais raízes do dente. As mais comuns são:

Abcesso: lesão difusa pelo tecido ósseo periapical com formação de pus, o qual precisa ser drenado, se o abcesso for agudo ou formação de fístula no caso de abcesso crônico;

Granuloma: formação de tecido inflamatório e fibroso no tecido ósseo periapical;

Cisto periapical: cavidade repleta geralmente de líquído, delimitada por epitélio, associada à raiz do dente. São lesões que, muitas vezes, mesmo após o tratamento endodôntico não regridem e podem demandar a realização de uma cirurgia paraendodôntica para remoção da lesão, curetagem e apicectomia.

Endodontia

Endodontia


 

A seqüência simplificada do tratamento de canal é demonstrada a seguir:

 

Abertura da cavidade de acesso à câmara pulpar e aos canais radiculares.

Limpeza dos canais radiculares através do preparo químico cirúrgico, utilizando-se limas endodônticas.

Endodontia

 

 

Obturação dos canais radiculares com cones de guta-percha e cimento endodôntico.

Endodontia

 

 


Categoria: Endodontia

Publicado em: 7/3/2014