Importância da Amamentação

 

GravidezA proposta é chamar atenção para a importância da amamentação na primeira hora de vida tanto para a mãe quanto para o bebê, uma vez que o aleitamento materno protege o bebê contra doenças. Para a mulher, a medida ajuda a gerar leite mais rapidamente, além de auxiliar nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia.

O leite materno é o único alimento capaz de oferecer todos os nutrientes na quantidade exata de que o bebê precisa para seu crescimento e desenvolvimento, razão pela qual não deve ser substituído. A amamentação também garante ao bebê proteção contra infecções, alergias e outras doenças.

Para a mãe, os benefícios são menos chances de desenvolver anemia, câncer de mama e diabetes, pela diminuição do sangramento pós-parto. O ato de amamentar ainda contribui para que a mãe perca mais rapidamente o peso que ganhou durante a gravidez.

Aqui daremos algumas dicas sobre amamentação, destacando para você o que é verdade e o que é mito em relação a isso. Vale a pena perder um tempinho e tornar se 'expert' na dieta do seu bebê.

Alguns VERDADEIROS ou FALSOS sobre a melhor forma de alimentar o seu bebê

1- Dar o peito ajuda a perder os quilinhos a mais que foram acumulados durante a gravidez.

Resposta 1: VERDADEIRO. A finalidade do acúmulo de gorduras durante a gravidez é justamente formar uma reserva para a produção de leite, quando a criança nascer. Por isto, quanto mais uma mulher amamenta seu filho, mais estas reservas se consumirão e não será necessário fazer nenhuma outra dieta para recuperar seu peso de antes da gestação.

2- Quanto mais freqüentemente você der o peito a seu bebê, mais rápido ele será esvaziado e em conseqüência disto produz menos leite.

Resposta 2: FALSO. A produção de leite aumenta na medida em que é estimulada, quer dizer que se uma mulher coloca seu filho ao peito, com mais freqüência, este sugará e estimulará a descida do leite. Quanto mais freqüentemente se produzir este estímulo, maior quantidade de leite será produzido pela mãe. A produção de leite demonstrou estar relacionada com a freqüência das mamadas. A quantidade de leite começa a diminuir quando as mamadas são pouco freqüentes ou restritas.

3- Faz mal beber muita água antes de amamentar, já que você pode produzir um leite mais 'aguado' que não alimentará de forma suficiente o seu bebê.

Resposta 3: FALSO. O leite materno é composto principalmente por água, por isto é muito importante que a mãe se encontre muito bem hidratada. A composição nutricional do leite materno NÃO varia com a quantidade de água que a mãe toma. Porém, se a mãe não dispor de quantidade suficiente de água, a produção de leite irá diminuir.

4- Se uma criança não aumenta bem de peso, é possível que o leite da mãe seja de baixa qualidade.

Reposta 4: FALSO. Não existe nenhum leite materno de baixa qualidade. Os estudos científicos demonstram que mesmo as mulheres desnutridas são capazes de produzir leite de qualidade suficiente para suprir as necessidades de crescimento da criança (a não ser que a desnutrição seja muito grave). Na maioria dos casos, a falta de aumento de peso se deve ao consumo insuficiente de leite materno ou a outras causas. O consumo insuficiente pode ser devido a um mau posicionamento, falta de apoio familiar, baixa produção por falta de estímulos, baixa ingestão de líquidos ou má alimentação.

5- A alimentação com leite materno por mais de seis meses de idade tem um valor mais afetivo do que nutricional.

Resposta 5: FALSO. À medida que a criança vai crescendo e amadurecendo, a composição do leite materno muda. Após os seis meses de idade, as necessidades específicas do bebê tornam necessário incorporar alimentos complementares adequados. Porém, o leite materno continua sendo sua fonte primordial e ideal de nutrição durante o primeiro ano. Logo após os doze meses ele se converte em complemento alimentar. Além disto, ao oferecer à criança substâncias de defesa, chamadas imunoglobulinas, o leite materno continua complementando e ajudando o sistema imune enquanto seu filho continuar tomando-o.

6- É melhor não oferecer apenas um peito por tempo demais para evitar que o mesmo se esvazie completamente.

Resposta 6: FALSO. O corpo da mulher produz leite segundo a necessidade, logo quanto mais vazio o peito estiver, mais rápido este trabalhará para tornar a enchê-lo. Por outro lado, quanto mais cheio ele estiver, mais lenta será a produção de leite. O problema em alimentar o bebê sempre no mesmo seio é a diferença de tamanho que pode ocasionar, temporariamente, entre os seios. Mas em geral, após um período, os dois costuma se igualar novamente.

7- É bom esperar que os seios se encham completamente antes de oferecê-los a seu bebê.

Resposta 7: FALSO. Já que seu corpo produz o leite segundo os estímulos que recebe para tal, se a mulher sempre espera que eles se 'encham' antes de amamentar, seu corpo pode receber a mensagem de que está produzindo leite demais e, então, reduzir a produção.

8- Um bebê de dois meses necessita de aproximadamente entre sete e oito mamadas, aos quatro meses esta quantidade se reduz para seis mamadas, e após esta idade ele necessita de apenas quatro a cinco mamadas.

Resposta 8: FALSO. A produção de leite por parte da mãe, assim como as necessidades de crescimento da criança, são os fatores que determinam a freqüência das mamadas. O fato de que existem dias em que se produzem picos de excesso de leite e ainda as enfermidades que seu filho pode apresentar, podem alterar temporariamente os padrões alimentícios de seu bebê. Por isto não é bom impor limites muito rígidos, à freqüência ou duração das mamadas, já que isto pode trazer como conseqüência um consumo muito baixo de calorias. Mas é importante não oferecer o leite materno de forma escassa, que ocorre quando o tempo é inferior ao ideal, que gira em torno de 20 a trinta minutos por mamada.

9- Se um bebê muito pequeno permanece dormindo por mais de três horas e não pede alimento é bom despertá-lo.

Resposta 9: FALSO. Isto dependerá muito do peso de nascimento de seu bebê, mas em geral não é necessário acorda-lo para se alimentar, a não ser que essa seja uma orientação médica.

10- Algumas crianças apresentam alergia ao leite materno.

Resposta 10: FALSO. O alimento mais natural, saudável e inofensivo que a criança pode ingerir é o leite materno. Se seu bebê mostra sinais de sensibilidade relacionados à alimentação, em geral pode ser devido a doenças metabólicas muito raras ou a alguma proteína estranha que a mãe tenha ingerido e que penetrou no leite materno, e não ao leite materno em si. Esta última situação é facilmente evitada, eliminando o alimento que causou a reação, da dieta da mãe, durante um tempo.

11- Não é necessário utilizar sempre ambos os seios em cada mamada.

Reposta 11: VERDADEIRO. É muito importante que a criança fique por tempo suficiente (pelo menos 10 minutos) em um mesmo seio já que a princípio o leite que desce tem menor quantidade de gorduras e por conseqüência menos calorias do que o chamado 'segundo leite'. Se trocar a criança de seio antes do tempo, ele se satisfará com o primeiro leite, que tem menos calorias, em vez de obter o equilíbrio natural entre o primeiro e segundo leite. Isto poderia fazer com que a criança não aumente de peso adequadamente por não consumir uma quantidade adequada de calorias. Dessa maneira é importante recomendar que sempre se 'esvazie' totalmente um seio, antes de passar para o outro.

12- Amamentar uma criança durante muito tempo pode causar obesidade quando esta crescer.

Resposta 12: FALSO. As crianças nascem com capacidade para ingerir a quantidade adequada de leite que precisam segundo suas necessidades. Esta capacidade de auto-regular seus padrões alimentícios manifestam-se através da amamentação. A alimentação com mamadeira e a introdução precoce de outros alimentos são as causas de maior risco de obesidade ao crescer e não a alimentação natural.

13- É importante que a criança se acostume, desde recém nascida, a mamar no peito a cada 3 horas e a manter esta freqüência.

Resposta 13: FALSO. A quantidade de leite que uma mãe produz chega a seu ponto ótimo quando se permite que a criança sadia alimente-se à vontade, quer dizer quantas vezes necessite. Quando a criança é muito pequena isto pode acontecer a intervalos de tempo menores do que três horas, já que a capacidade gástrica do bebê recém nascido é muito pequena. À medida que o bebê vai crescendo ele mesmo estabelece o ritmo, que em geral, é de 3 em 3 horas.

14- Posicionar o bebê 'barriga com barriga' ajuda a evitar que ele tenha cólicas.

Resposta 14: VERDADEIRO. Colocar o bebê nesta posição favorece que a boca da criança abarque perfeitamente o mamilo, ao passo que se a criança for posicionada de barriga para cima e precisar prender-se ao seio girando a cabeça para trás, pode ficar um espaço entre a boca e o peito pelo qual poderá entrar ar, produzindo mal estar ou cólicas. Ou seja, esta posição é boa para evitar que o bebê 'engula' ar

15- Faz mal fazer dieta para emagrecer durante o período de lactação.

Resposta 15: VERDADEIRO. A amamentação é um dos momentos biológicos em que a mulher precisa de mais energia. Se restringirmos a quantidade de calorias consumidas, isto pode afetar de forma ruim a produção de leite. No entanto, é recomendável evitar excessos, tanto em qualidade (alimentos muito gordurosos, muito temperados, muito doces) quanto em quantidade, para não afetar a qualidade do leite que será ofertado e nem levar a um quadro de obesidade na mãe. O equilíbrio da alimentação é o ideal.


Categoria: Gravidez

Publicado em: 7/3/2014