ABCESSO

Antibiótico causa cárie dentária?

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Um abcesso é um acúmulo de pus causado por uma infecção bacteriana. Quando as bactérias invadem um tecido sadio, a infecção dissemina-se por toda a área. Algumas células morrem e desintegram-se, deixando espaços nos quais ocorre um acúmulo de líquido e de células infectadas. Os leucócitos (glóbulos brancos), os defensores do organismo contra as infecções, deslocam-se até esses espaços e, após fagocitarem (ingerirem) as bactérias, eles morrem. Os leucócitos mortos acumulam-se sob a forma de pus, uma substância cremosa que preenche a área.

À medida que ocorre acúmulo de pus, o tecido sadio é deslocado. Finalmente, ocorre crescimento de tecido em torno do abcesso, envolvendo a lesão. Trata-se de uma tentativa do organismo de impedir uma maior disseminação da infecção. Quando ocorre uma ruptura interna do abcesso, a infecção pode disseminar-se tanto para o interior do corpo quanto para a região subcutânea, dependendo da localização do abcesso. Uma infecção bacteriana pode acarretar a formação de um abcesso de várias maneiras.

Guia de DoençasPor exemplo, uma ferida puntiforme causada por uma agulha contaminada pode introduzir bactérias no tecido subcutâneo. Ou as bactérias podem disseminar-se a partir de uma infecção localizada em qualquer outra parte do corpo. Além disso, algumas vezes, as bactérias que vivem normalmente no organismo e não são nocivas podem causar a formação de um abcesso.

As chances de formação de um abcesso aumentam quando há sujeira ou um corpo estranho na área infectada, quando a área da invasão bacteriana apresenta um mau suprimento sangüíneo (como ocorre no diabetes) ou quando o sistema imune encontra-se comprometido (como na AIDS). Os abcessos podem ocorrer em qualquer parte do corpo, incluindo os pulmões, a boca, o reto e os músculos. Os abcessos são muito comuns na pele ou nos tecidos subcutâneos, sobretudo na face.

Sintomas e Diagnóstico

A localização do abcesso e a sua interferência sobre a função de um órgão ou de um nervo determinam os sintomas. Os sintomas podem incluir a dor, a sensibilidade à palpação, o calor, o edema, a hiperemia (rubor) e, às vezes, a febre. Um abcesso que se forma logo abaixo da pele geralmente manifesta-se como uma protuberância visível.

Quando está prestes a romper, o abcesso apresenta um centro esbranquiçado, pois a pele suprajacente torna-se cada vez mais delgada. Um abcesso situado profundamente no interior do corpo freqüentemente cresce consideravelmente antes de produzir sintomas. Quando não detectado, um abcesso profundo pode disseminar a infecção por todo o corpo. O médico pode facilmente identificar um abcesso cutâneo ou subcutâneo, mas, freqüentemente, ele não consegue detectar um abcesso profundo.

Quando um indivíduo apresenta este tipo de abcesso, os exames de sangue freqüentemente revelam um número anormalmente elevado de leucócitos. Para se determinar o tamanho e a localização de um abcesso, podem ser utilizadas radiografias, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM). Como os abcessos e os tumores freqüentemente causam os mesmos sintomas e produzem imagens parecidas, um diagnóstico definitivo algumas vezes exige a coleta de uma amostra de pus ou a remoção cirúrgica do abcesso para que este seja examinado ao microscópio.

Tratamento

Normalmente um abcesso sara sem tratamento através da ruptura e da drenagem (eliminação) de seu conteúdo. Ocasionalmente, à medida que o organismo elimina a infecção e absorve os resíduos, o abcesso desaparece lentamente sem ruptura. O abcesso pode dar lugar a um nódulo duro. Um abcesso pode ser perfurado e drenado para aliviar a dor e promover a cura. Para drenar um abcesso grande, o médico ou dentista deve romper suas paredes e liberar o pus.

Quando drenados, os abcessos grandes deixam amplo espaço vazio (espaço morto), o qual pode ser tamponado Guia de Doençastemporariamente com uma gaze. Algumas vezes, é necessária a manutenção de drenos artificiais temporários (geralmente, tubos plásticos finos). Como os abcessos não recebem sangue, os antibióticos comumente não são úteis. Após a drenagem do abcesso, podem ser prescritos antibióticos para a prevenção de recorrências. Os antibióticos também são utilizados quando um abcesso dissemina a infecção para outras partes do corpo. Uma análise laboratorial das bactérias presentes no pus ajuda o médico a selecionar o antibiótico mais eficaz.

Abcessos na Cabeça e Pescoço

Os abcessos comumente desenvolvem-se na cabeça e no pescoço, sobretudo atrás da garganta e nas glândulas salivares das bochechas (glândulas parótidas). Também pode ocorrer a formação de abcessos no cérebro. Os abcessos localizados atrás e lateralmente à garganta (abcessos faringomaxilares) normalmente são decorrentes de infecções da garganta (p.ex., infecções das tonsilas ou das adenóides).

As crianças apresentam uma maior probabilidade de abcesso de garganta que os adultos. Também pode ocorrer a formação de um abcesso no interior de um linfonodo localizado lateralmente à garganta (abcesso parafaríngeo). Menos comumente, a origem desses abcessos é uma infecção próxima (p.ex., um abcesso dental ou uma infecção de uma glândula salivar). Juntamente com a febre e a dor de garganta, o indivíduo sente- se doente. Abrir a boca pode ser difícil.

A infecção pode disseminar, produzindo edema do pescoço. Quando o abcesso lesa as artérias carótidas ao nível do pescoço, pode ocorrer uma coagulação ou um sangramento maciço. Também pode ocorrer a formação de um abcesso na saída de uma das glândulas parótidas. Normalmente, o abcesso é causado pela disseminação de uma infecção originária da boca. Este tipo de abcesso costuma ocorrer em indivíduos idosos ou com doença crônica, os quais apresentam boca seca (xerostomia) devido à pouca ingestão de líquidos ou ao uso de certas drogas (p.ex., antihistamínicos). Os sintomas incluem a dor e o aumento de volume da região, a febre e os calafrios que começam subitamente.


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