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Dentista SP - Orientações

Elaboramos informações explicativas simplificadas sobre temas relacionados com nossas especialidades. Estas informações facilitarão o seu entendimento sobre o tratamento e os cuidados de manutenção que deverão ser tomados durante e após o tratamento. Dentre os diversos temas recomendamos a leitura abaixo.


INFECÇÃO ORAL POR HERPES

 

A infecção oral primária por herpes (gengivoestomatite herpética primária) é uma infecção primária causada pelo vírus do herpes simples . Ela pode causar lesões dolorosas de desenvolvimento rápido nas gengivas e em outras partes da boca. O herpes secundário (herpes labial recidivante) é uma reativação local do vírus que produz uma úlcera nos lábios.


Causa e Sintomas

É comum um lactente contrair o vírus do herpes simples de um adulto com herpes labial. A infecção primária do lactente (herpes primário) causa inflamação generalizada das gengivas e uma dor generalizada na boca. Ele pode apresentar febre, aumento dos linfonodos do pescoço e mal-estar generalizado. Além disso, a criança pode ficar irritadiça. A maioria dos casos é leve e passa desapercebida. Os pais freqüentemente confundem o problema com a erupção de dentes ou com uma outra doença. Em dois a três dias, ocorre a formação de bolhas muito pequenas (vesículas) na boca da criança. Essas vesículas podem passar desapercebidas porque elas rompem rapidamente e deixam a boca em carne viva e dolorida. A dor pode ser sentida em qualquer parte da boca, mas sempre inclui as gengivas. Apesar da criança melhorar em aproximadamente uma semana, o vírus do herpes simples nunca mais deixará o seu corpo e a infecção apresenta novos episódios em um outro momento da vida (herpes secundário).

Os indivíduos que não apresentam herpes oral na infância mas contraem a infecção na vida adulta geralmente apresentam sintomas mais graves. Ao contrário da infecção original, que causa lesões disseminadas na boca, os episódios subseqüentes comumente causam o herpes labial (bolhas febris) e, em geral, são desencadeados por queimaduras solares nos lábios, pelo resfriado, pela febre, por alergias alimentares, por lesões bucais, ou pela ansiedade. Um ou dois dias antes do surgimento de uma vesícula, o indivíduo pode sentir um formigamento ou um incômodo (pródromo) no local onde irá ocorrer a erupção.

Essa sensação é difícil de ser descrita, mas ela é facilmente identificada por aqueles que já apresentaram herpes anteriormente. Uma ferida aberta e em carne viva surge sobre a superfície externa do lábio e, em seguida, ocorre a formação de crosta. No interior da boca, a ferida é mais comum no palato. As feridas da boca começam como pequenas vesículas que rapidamente coalescem e formam uma úlcera vermelha e dolorosa. Apesar de ser meramente um incômodo doloroso para a maioria das pessoas, os episódios de herpes simples podem colocar em risco a vida de indivíduos que apresentam um sistema imune comprometido por doenças (p.ex., AIDS) ou pela quimioterapia, pela radioterapia ou por um transplante de medula óssea. Nesses casos, as ulcerações grandes e persistentes na boca podem interferir na alimentação e a disseminação do vírus ao cérebro pode ser fatal.


Tratamento

O objetivo do tratamento do herpes primário é o alívio da dor, de modo que o indivíduo possa dormir, alimentar-se e beber normalmente. A dor pode impedir que a criança coma e beba e isto, combinado com a febre, pode levar rapidamente à desidratação. Portanto, a criança deve ingerir o máximo possível de líquidos. Os adultos ou as crianças maiores devem fazer bochechos com um anestésico (p.ex., lidocaína) para aliviar a dor. O bochecho com bicarbonato de sódio também pode ser útil. O tratamento do herpes secundário é mais eficaz quando iniciado antes do surgimento das lesões, isto é, assim que o indivíduo apresenta o formigamento ou um incômodo (pródromo) do episódio. O uso de vitamina C durante o pródromo pode acelerar o desaparecimento das ulcerações.

A proteção dos lábios contra a luz solar direta, usando um chapéu com aba ou um bálsamo labial contendo filtro solar, poderá diminuir as incidência dos episódios de herpes simples. Além disso, o indivíduo deve evitar atividades e alimentos que sabidamente desencadeiam os episódios. Qualquer pessoa que apresenta episódios graves e freqüentes pode beneficiar-se com o uso prolongado de lisina (disponível em lojas de alimentos naturais). Uma pomada contendo aciclovir reduz a gravidade de um episódio e acelera o desaparecimento das lesões. Bálsamos labiais (p.ex., de vaselina) impedem que os lábios rachem, reduzindo o risco de disseminação do vírus às áreas vizinhas. Os adultos com lesões graves devem ser tratados com antibióticos para prevenir as infecções bacterianas. No entanto, esses medicamentos não afetam o vírus. Para os casos graves e para aqueles que apresentam deficiências do sistema imune, podem ser prescritas cápsulas de aciclovir. Os corticosteróides não são utilizados contra o herpes simples, pois esses medicamentos podem permitir a disseminação da infecção.
 

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